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Exercício Físico pode desacelerar declínio cognitivo

Uma recente descoberta sobre a progressão do declínio cognitivo está sendo estudada através da avaliação das concentrações séricas de uma proteína chamada Tau, encontrada nos neurônios cerebrais, com desenvolvimento anormal e aumentado em indivíduos com Alzheimer, em progressão de declínio cognitivo.

O estudo de coorte foi realizado em 4 comunidades de Chicago, incluindo 1.159 participantes aleatórios e estratificados, sendo 63% do sexo feminino e de idade média de 77,4 anos, em um ciclo de avaliações que durou 3 anos. Foram feitas entrevistas domiciliares com coleta de dados clínicos e amostras de sangue inicial.

A atividade física foi mensurada através de auto relatos, sendo considerados como exercícios físicos: caminhada, corrida, jardinagem, dança, ginástica, exercícios gerais, golfe, boliche, andar de bicicleta, natação ou exercícios aquáticos, esportes, hobbies ou outras atividades físicas, realizadas nos 14 dias precedentes à avaliação.

Foram classificados como Atividade Baixa (30%) aqueles que não realizavam pelo menos 4 atividades avaliadas por semana, Atividade Média (35%) menos de 150 minutos dessas atividades físicas por semana (média de 62,5 minutos) e Atividade Alta (35%), 150 minutos ou mais dessas atividades por semana (média de 327,5 minutos). A função cognitiva global foi avaliada por uma bateria de testes cognitivos (testes de memória imediata e retardada de East Boston, Mini Exame do Estado Mental (MMSE) e Teste de Modalidade de Símbolos-Dígitos, aplicados a Escore-Z para cada um).

Os pesquisadores ressaltaram alguns resultados entre os níveis de atividade física praticadas por minuto semanalmente e a velocidade do declínio cognitivo:

  • Os participantes com alta concentração de Tau Total (>0,40 pg/mL) e nível de Atividade Média tiveram um declínio cognitivo de 58% mais lenta, aqueles com Atividade Alta tiveram uma taxa de declínio cognitivo 41% mais lenta (IC 95% por ano), comparados aos com Atividade Baixa.
  • Os participantes com baixa concentração de Tau Total (< 0,40 pg/mL) e com nível de Atividade Média obtiveram 2% de declínio cognitivo mais lento, enquanto a Atividade Alta foi associada a taxa de 27% mais lenta por ano, em comparação aos com Atividade Baixa.

Este estudo sugere que, tanto em pacientes com taxas altas ou baixas de Tau Total, os níveis de atividade física Média e Alta foram associados a uma velocidade menor no declínio cognitivo. Estes resultados apoiam o potencial da avaliação dos marcadores bioquímicos de Tau Total e nível de atividade física semanal como formas de prevenção e intervenção, trazendo benefícios à saúde do idoso.

Referência:
Desai P, Evans D, Dhana K, et al. Longitudinal Association of Total Tau Concentrations and Physical Activity With Cognitive Decline in a Population Sample. JAMA Netw Open. 2021;4(8):e2120398. doi:10.1001/jamanetworkopen.2021.20398

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