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Dieta Mediterrânea diminui a incidência de pré-eclâmpsia

A pré-eclâmpsia é caracterizada por um conjunto de sintomas apresentados pela gestante, sendo eles, hipertensão arterial, proteinúria e disfunção de alguns órgãos e ocorre entre 5 e 10% de todas as gestantes a nível mundial.

Importantes aumentos na mortalidade fetal e no aumento de Doenças Cardiovasculares (DCV) a longo prazo, tanto na mãe, quanto no bebê, já são amplamente relacionados à pré-eclâmpsia. Bebês nascidos de mães com pré-eclâmpsia têm maiores riscos de aumento de pressão arterial ao longo prazo além de padrões cardiometabólicos fora dos padrões da normalidade, aumentando o risco de desenvolvimento de DCV ao longo da vida.

Os estudos mostram grandes resultados para a aplicação de dieta mediterrânea e melhora nos padrões metabólicos em populações adultas, mas devido a importância da prevenção do desenvolvimento de pré-eclâmpsia nas gestantes, um estudo visou avaliar se o padrão alimentar mediterrâneo também teria uma importante influência no estado de saúde das mães e dos bebês.

Foram avaliadas 8.507 gestantes com dados coletados de 1998 a 2016, vindos de um grande hospital de Boston. Questionários de frequência alimentar foram administrados em 24 a 72h antes do parto, incluindo informações importantes sobre o padrão alimentar da gestante durante a gravidez.

A frequência de consumo dos grupos alimentares foram utilizadas para criar o padrão da dieta mediterrânea através do Estilo de Dieta Mediterrânea Score (EDMS), especialmente os grupos de frutas, legumes, verduras, vegetais, grãos, laticínios e peixes, arroz e massas foram incluídos quando no formato integral).

Os pesquisadores avaliaram suas descobertas através de quartis:

  • Quartil 1, o mais baixo dos grupos de consumo de dieta de padrão mediterrâneo (score 21), tinham idade média de 26 anos, 48% eram negras, 34% concluíram a escola ou cursaram o ensino superior, 73% não eram casadas. Quanto ao estado de saúde no geral, 11% delas desenvolveram pré-eclâmpsia durante a gestação, 21% tinham obesidade gestacional e 7% desenvolveram diabetes gestacional.
  • Quartil 2, o grupo médio de consumo de dieta de padrão mediterrâneo (score 25), tinha a média de idade de 28 anos, 48% eram negras, 32%  concluíram a escola ou cursaram algum tipo de ensino superior e 64% não eram casadas. Neste grupo foram encontradas 235 gestantes com pré-eclâmpsia (9%), 19% com obesidade gestacional e 6% com diabetes gestacional.
  • Quartil 3, o grupo mais alto de consumo de dieta de padrão mediterrâneo (score 28), tinha a idade média de 28 anos, 48% eram negras, 38% não completaram o ensino médio e 57% não eram casadas. Sobre o estado de saúde no geral, foram encontradas 301 grávidas com pré-eclâmpsia (10%), 17% de obesidade gestacional e 7% de diabetes gestacional.
  • Foram excluídas 8% das gestantes que tinham histórico de hipertensão ou diabetes antes da gravidez (n=667).

Quando comparados ao grupo de quartil mais baixo, o quartil de score médio e alto tinha 28% e 22% menos chances de desenvolver pré-eclâmpsia. Avaliando as variáveis também foi possível encontrar que as mulheres negras tinham 15% mais chances de desenvolver pré-eclâmpsia do que brancas, hispânicas e asiáticas, ainda mais se estivessem no primeiro quartil (p = 1,72).

Os resultados mostram que a dieta mediterrânea pode estar associada a menores chances de desenvolver pré-eclâmpsia durante a gestação e isso provavelmente se deve ao alto poder de melhora nos níveis de stress oxidativo que esse padrão alimentar pode desenvolver.

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