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Nascimento prematuro e saúde óssea na vida adulta

O nascimento prematuro / baixo peso ao nascer são fatores de risco para redução do crescimento ósseo e mineralização em bebês e crianças. No entanto, pouco se sabe sobre a saúde óssea em torno do pico de massa óssea e durante a vida adulta. A maioria dos bebês nascidos extremamente prematuros ( <28 semanas de gestação) ou com peso extremamente baixo ao nascer (<1000 g de peso ao nascer) na era pós-surfactante (início dos anos 1990) agora estão sobrevivendo até a idade adulta. Isso porque, nesse período, iniciou-se a era da terapia intensiva neonatal moderna, conhecido como era pós-surfactante, e foi particularmente marcado pela introdução do surfactante exógeno para o tratamento da síndrome do desconforto respiratório em recém-nascidos.

Um grupo de pesquisadores australianos recrutou 297 bebês que nasceram prematuros extremos ou muito abaixo do peso e 260 controles (> 2.499 g de peso ao nascer) desde o momento do nascimento, em 1991 e 1992, para um estudo longitudinal. Após 25 anos, os pesquisadores realizaram tomografia computadorizada quantitativa periférica, além de absorciometria com raios-X de dupla energia para avaliar os parâmetros ósseos dos indivíduos.

Os participantes do participantes do grupo de pacientes prematuros extremos ou que nasceram muito abaixo do peso apresentaram estatura significativamente menor do que os do grupo controle (média de aproximadamente seis centímetros) e apresentaram mais tecido adiposo visceral, antes e depois do ajuste para altura e peso.

Após ajuste para altura e peso, as diferenças médias na densidade mineral óssea e no escore z no colo do fêmur foram de 0,044 g/cm2 e 0,53, respectivamente; o escore z total do quadril foi menor em 0,35 pontos. Essas diferenças foram estatística e clinicamente importantes, de acordo com os autores.

Em comparação com o grupo de controle, em geral, os pacientes do sexo masculino incluídos no grupo prematuros extremos ou que nasceram muito abaixo do peso mostraram mais déficits ósseos do que as do sexo feminino. Além disso, eles apresentaram menos massa magra do que os controles.

De acordo com os autores, estes resultados confirmam estudos anteriores mostrando uma associação entre bebês prematuros/que nascem muito abaixo do peso e baixo pico de massa óssea. “Mais tempo de acompanhamento dos pacientes no grupo de prematuros extremos ou que nasceram muito abaixo do peso determinará se eles terão mais risco de fratura por fragilidade quando mais velhos”, explicaram os autores.

Referência

Haikerwal A, Doyle LW, Patton G, et al. Bone health in young adult survivors born extremely preterm or extremely low birthweight in the post surfactant era [published online ahead of print, 2020 Sep 17]. Bone. 2020;115648. doi:10.1016/j.bone.2020.115648

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