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Avaliação da tendência a mortalidade por diabetes antes dos 25 anos

O diabetes foi declarado pela ONU e pela OMS como uma das cinco doenças não transmissíveis (DNT) que demandam atenção prioritária em seu Plano de Prevenção. A prevenção e controle do diabetes precisam de esforços multidisciplinares, duradouros e caros.

O Brasil observou uma diminuição de 74,5% nas mortes por complicações agudas em pessoas com menos de 40 anos de 1991 a 2010 após a implantação do Sistema Único de Saúde, que ampliou muito o acesso aos cuidados de pacientes com diabetes, incluindo a fornecimento de insulina gratuita, mas isso não erradicou o problema.

Um conjunto básico de ações para a prevenção e controle do diabetes, principalmente do tipo 1, como o fornecimento adequado de insulina, além do controle e monitoramento de glicemia, podem evitar número de mortes por complicações como cetoacidose diabética, coma hiper osmolares, hipoglicemia grave, insuficiência renal, infecções agudas, entre outros.

Um estudo se baseou nos dados do Estudo de Carga Global de Doenças, Lesões e Fatores de Risco (GBD) de 2019, estudo este, que coleta dados sobre mortalidade e oferece estimativas de taxa de mortalidade por doenças ou faixas etárias por todo o mundo, principalmente em países menor índice de desenvolvimento sociodemográfico. O objetivo é desenvolver um indicador simples e atualizado sobre o índice de mortalidade pelo diabetes em pacientes com menos de 25 anos e que são potencialmente evitáveis. 

Os dados econtrados:

  • 16.300 das mortes em pessoas com menos de 25 anos em 2019 foram causadas pelo diabetes, sendo destas, 73,7% pelo diabetes do tipo 1 e o restante pelo tipo 2, em todo o mundo.
  • 97,5% destas mortes ocorreram em países com índice de baixo a médio desenvolvimento.
  • A Doença Renal Crônica (DRC) devido a qualquer tipo de diabetes foi responsável por 16,5% das mortes.
  • Em geral, o diabetes foi responsável por apenas 0,24% das mortes em pessoas com menos de 25 anos de idade, e a taxa de mortalidade para essa faixa etária foi classificada por 0,50 a cada 100.000 habitantes, tendo uma queda expressiva de 17% de 1990 a 2019, se considerarmos apenas o diabetes tipo 1, a queda foi de 21% para essa faixa etária, principalmente em países de desenvolvimento sociodemográfico médio a alto.
  • Os três países com menores índices de mortalidade por diabetes padronizadas pela idade menor que 25 anos foram Chipre, Eslovênia e Suíça. Os três países com maior taxa de mortalidade foram Mianmar, Nova Guiné e Haiti.

Estes resultados apoiam a possibilidade de que evitar as mortes precoces por diabetes é possível com o acesso a cuidados básicos, medicamentos e insulina adequados e educação sobre saúde dos pacientes, além de um sistema de saúde que apoie o tratamento e monitoração dos pacientes, principalmente em países com índice de desenvolvimento sociodemográfico de médio para baixo.

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